Dicas para quem vai pegar a estrada

22/07/2011 13:11

 

É bom levar

 

  • Fotocópia de todos os seus documentos, incluindo seguros e cartões de crédito. Uma ideia é digitalizar todos eles e mandar por e-mail para você mesmo. Se precisar, é só ir numa lan house e imprimir.
  • Cadeados e travas para as motos; mesmo em garagens cobertas e fechadas, convém garantir.
  • Chaves de reserva das motos e das travas.
  • Leve um cartão com telefones e contatos de emergência e deixe sempre no seu bolso, junto com seus documentos.
  • Cartões de visita (você vai conhecer muita gente durante a viagem) e adesivos (se tiver).
  • Dicionário de bolso de espanhol (a língua está cheia de falsos cognatos; além disso, é um jeito divertido de aprender mais).
  • Um bom guia de viagem (The Rough Guide of Argentina e Chile).
  • Óleo e filtros para a(s) troca(s), pois não é seguro que o tipo certo será encontrado nas cidades de destino.
  • Peças básicas de reposição: cabo de embreagem, velas de ignição, fusíveis reserva, lâmpadas de farol, freio/luz de presença e pisca.
  • Remédios básicos: anti-inflamatórios, própolis, curativos, band-aid e salsep para umedecer o nariz (o ar seco faz casquinhas que dificultam a respiração e machucam).E outros que você costuma usar.  Um colírio recomendado pelo seu oftalmologista também vai bem. E bastante filtro solar.
  • Camburão de gasolina que garanta uma autonomia de pelo menos 300 km para a sua moto. Algumas distâncias entre postos chegam a isso mesmo, se você for para a região da Patagônia ou deserto de Atacama.
  • Cartões de memória para sua câmera fotográfica, pilhas adicionais e pen-drives para guardar fotos. Ah, e não esqueça do cabo da sua máquina para transferir as fotos nas lan houses.
  • Jamais viaje sem muitos pacotinhos de lenços de papel nos bolsos — você vai precisar o tempo todo. Álcool gel e sabonete líquido em embalagem pequena também são bem úteis, pois não é raro não ter nada para lavar as mãos nos postos de gasolina.
  • Não se esqueça de colocar um chinelo Havaianas na mala. A gente nunca sabe onde vai pisar e está cheio de pousadas com piso frio e sem tapetes.
  • Não se esqueça de levar um boné ou chapéu. Apesar de frio, o sol é de rachar.

 

Antes da viagem

 

  • Revise completamente as motos em um mecânico de sua inteira confiança e verifique se os pneus irão sobreviver até o fim da viagem. Na dúvida, troque-os por novos. Estude o manual e aprenda a fazer os procedimentos básicos (troca de óleo, aperto de espelhos) em caso de necessidade.
  • Faça um exame médico completo para não ter surpresas desagradáveis bem no meio do nada.
  • Visite seu dentista para uma revisão. Ninguém consegue curtir férias com dor de dente.
  • Mesmo tendo feito check-up no médico e dentista, convém fazer um seguro viagem (qualquer agência de turismo faz). 

 

 

Dinheiro

 

  • Ao chegar em uma cidade no feriado e não achar uma casa de câmbio aberta, procure um Cassino (há pelo menos um nas cidades turísticas da Argentina e do Chile). Eles sempre trocam dólares e a taxa não é ruim. Ótimo para emergências.
  • Você pode levar pesos, dólares ou reais, mas a moeda mais versátil ainda é o dólar. Os pesos podem ser comprados no Brasil (é bom levar o suficiente para o primeiro dia, principalmente se cruzar a fronteira num domingo ou feriado), mas a vantagem do dólar é que, em geral, as taxas são melhores e todo mundo aceita. Os reais podem ser trocados, mas apenas nas cidades maiores em casas de câmbio (não conte com isso).
  • Convém levar cartões de crédito internacionais, mas nos últimos anos (2008/09/10/11) muitos estabelecimentos na Argentina (inclusive postos de gasolina) têm se recusado a aceitá-los (a inflação deles está em ritmo de crescimento). Então, não conte apenas com eles.
  • Em geral, para estimar o custo da viagem, a gente usa uma fórmula que tem dado certo. É o seguinte: calcule U$150/dia para um casal, para despesas de alimentação e hospedagem. Depois, é só calcular a gasolina de acordo com a distância e adicionar à conta. De moto não dá mesmo para fazer comprinhas...

 

 

Altitude

 

  • Convém não comer muito antes de atravessar os Pasos, a fim de evitar problemas com a altitude (tem gente que sente náuseas e vomita). Uma dica que dá certo para nós é a aclimatação. Passamos pelo menos 2 dias em cidades altas antes de fazer a travessia. 
  • Há quem mastigue folhas de coca ou tome o chá (vendido nas cidades). Dizem que atenua os efeitos da altitude mas não sentimos diferença (além do mais, o gosto é horroroso, parecido com chá de losna).
  • Em caso de dor de cabeça, um analgésico comum resolve.

 

 

Comunicação

 

  • Para ligar para o Brasil da Argentina: 0800 999 5500 (Telefonica) | 0800 555 5500 (Telecom) | 0800 9995501 (pré-pago).
  • Para ligar para o Brasil do Chile: 800 360220 (Entel) | 800 800272 (Telefonica).
  • Tanto na Argentina, como no Uruguai ou no Chile é muito fácil encontrar lan houses (eles chamam de locutórios). Você vai ficar conectado mesmo que esteja no fim do mundo.
  • Alguns celulares funcionam normalmente, mas a taxa de roaming é bem cara. A não ser em emergências, prefira os locutórios.
  • Se estiverem com mais de uma moto ou carro, combinem um número no Brasil para ligar, caso se percam. Assim, o primeiro que ligar diz onde está e o segundo que liga fica sabendo e vai até lá.

 

 

Combustível

  • Procure abastecer quando o tanque chegar na metade. Desta forma, uma eventual gasolina de baixa qualidade ou contaminada é diluída com a gasolina ainda remanescente no tanque e o motor não fica prejudicado.
  • Não se engane: gasolina em espanhol é nafta. Se você ler a sigla gas, significa gasoil (óleo diesel).  Esse erro pode ser fatal para o motor...